Mark Zuckerberg comenta o fim dos websites

No mês passado, a revista Wired Magazine iniciou um furioso debate com o seguinte título: “Os websites estão Morrendo. Longa Vida a Internet”. O ponto crucial do argumento é o fato de que as pessoas estão passando menos tempo navegando na internet da maneira clássica (browser + Sites) e ficando cada vez mais tempo em aplicativos somente abastecidos pela internet.

É inegável que os aplicativos estão na moda. Mas será que isso significa que o acesso a internet do modo clássico (browser) vai desaparecer? O fundador do Facebook Mark Zuckerberg acredita que não.

Seria ruim o fim dos websites?

Aplicativos são cada vez mais populares apenas porque trabalham melhor. Eles são construídos para fazer um número pequeno de coisas realmente bem feitas.

Como a internet é escrita em uma linguagem originalmente concebida para acessar documentos com um único browser, ela acabou tornando universal o acesso a uma infinidade de ferramentas tanto para o usuário quanto para os desenvolvedores, seu caráter gratuito continua sendo um grande diferencial.

A grande preocupação é que o aumento dos aplicativos pode significar uma migração dos desenvolvedores qualificados e usuários para as paredes protegidas das várias lojas de aplicativos, levando a web aberta não a morte, mas a uma baixa qualidade do conteúdo.

Isso seria ruim porque web perderia seu caráter livre, onde a necessidade de comprar um aplicativo para acessar de um dispositivo móvel, navegar ou desenvolver produtos é muito baixa, e foi exatamente o caráter livre da internet que viabilizou um produto como o Facebook.

Porque não seria bom para a Facebook a morte dos websites.

O fundador do Facebook parece pensar que Apps, em especial para dispositivos mobile precisam sempre do acesso ao website clássico para a promoção, funcionamento e atualização, pois é nele que existe o funcionamento do todo e o acesso universal.

“Com os milhões de dólares investidos no Facebook não se poderia construir um aplicativo para todas as coisas.”

“Apps de dispositivos mobile vão em breve obter uma grande fatia da web. Mas na web elas só pode chegar a atingir pelo menos metade das bilhões de pessoas, considerando que nem todas terão um telefone e que nem todos os telefones vão ser Smart Phones. Nossa estratégia é chegar onde as pessoas estão construindo os aplicativos e então fazer tudo para eles usem o nosso website como base para os seus aplicativos sociais”

“Quando estava codificando o Facebook não estava desenvolvendo para nenhuma plataforma ou aplicativo, eu estava simplesmente desenvolvendo para a web, não estava desenvolvendo para um software ou telefone.”

“E isso claramente foi muito valioso considerando que hoje ainda temos essa filosofia, se criássemos uma App para cada produto que lançamos, teríamos que resolver muitos problemas de desenvolvimento."

"Construir uma versão para IPhone por exemplo, que não rodaria em outros telefones, deixaria um punhado de pessoas insatisfeitas e a instabilidade de padrões ainda existente não permite um alcance mais amplo das nossas ferramentas isso também vale até a doção completa do HTML5.”

“Hoje em dia esse desastre é extremamente comum. Eu realmente tenho esperança que as coisas estão se encaminhando para uma normatização.”

Zuckerberg disse isso em sua entrevista com a TechCrunh sobre os rumores do Facebook Phone.

Porque a web não vai morrer.

Os planos do Facebook para forçar a adoção do HTML5 são muito consistentes, pois ele pode trazer uma ampla gama de funções e uma boa experiência de navegação, mas mesmo com uma nova versão, o Facebook terá cuidado para não lançar produtos inconsistentes “...isso seria pavoroso...” disse Zuckerberg, o HTML5 vai ajudar principalmente a combater o problema do acesso fake, criando mais uma grande migração para os aplicativos.

O Facebook lançou uma versão mobile para os países em desenvolvimento, ele pretende usar o grande acesso, e a versão gratuita na versão mobile para todas as partes do mundo com fraca infra estrutura.

Até que os serviços que as pessoas usam para acessar a internet estejam completamente padronizados, a web nunca vai morrer.

Obs: Esse artigo é uma tradução livre de um post no site Real Write Web produzido pela jornalista Adriane Jeffries.

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