Trabalhar com a experiência do usuário sem pensar nos objetivos de negócio do cliente, além de não gerar soluções verdadeiramente adequadas, pode trazer muitos problemas para toda a equipe.
Temos designers de interação no mercado com um excelente conhecimento técnico das ferramentas e metodologias da área, personas, cardshortings, wireframes, funis de e-commerce e etc... Mas para uma navegação realmente e funcional tanto do ponto de vista do usuário quanto da gestão, é necessário um bom conhecimento de marketing aplicado as soluções de interface.
Geralmente a falta de conhecimento dos usuários acaba se tornando um problema grave para o designer de interfaces. Sempre projetar pensando na curva de aprendizado é um mantra para designers de interação que muitas vezes causa frustração e estouro dos prazos.
Mas planejar com base na falta de conhecimento do usuário ou, no mínimo saber identificar as oportunidades nos erros de navegação, pode ser um grande diferencial de mercado, basta ver o caso do FaceBook.
Arquitetura de informação não é somente um conjunto de boas práticas...
Um excelente arquiteto de informação é um grande diplomata que trabalha balanceando os desejos de dois clientes, o usuário final e o empreendedor. Com o primeiro deve-se compreender exatamente o que ele quer e como imagina encontrar. Com o segundo achar uma forma de criar a estrutura dentro de seus limites tecnológicos e comerciais.
Vendo deste ângulo, um conceito de design que se aplica muito bem para a arquitetura de informação é o velho e batido binômio “Forma / Função”...
Um usuário mediano fica on-line para buscar determinada informação ou solucionar um problema, até em momentos de lazer ele busca conteúdo relativo aos seus gostos pessoais e passatempos, um dos grandes problemas da publicidade na internet está justamente no fato do usuário detestar ser “atrapalhado” enquanto pesquisa.
No rádio e na televisão o máximo que o usuário pode fazer para segregar a informação é trocar de canal ou estação, o usuário está acostumado e não se incomoda de ter uma postura passiva diante desses meios de informação.
Como bom capitalista, comprei um celular da LG e fui até o site LG para ver os periféricos que a empresa oferecia para o meu aparelho.
O site é todo em flash com um loading interminável e uma navegação sofrível, após longos segundos contrariando Krug e pensando muita coisa, cheguei até a LG Brasil.
Pelo menos o site é em HTML, mas continuei com graves problemas de navegação.