Trabalhar com a experiência do usuário sem pensar nos objetivos de negócio do cliente, além de não gerar soluções verdadeiramente adequadas, pode trazer muitos problemas para toda a equipe.
Temos designers de interação no mercado com um excelente conhecimento técnico das ferramentas e metodologias da área, personas, cardshortings, wireframes, funis de e-commerce e etc... Mas para uma navegação realmente e funcional tanto do ponto de vista do usuário quanto da gestão, é necessário um bom conhecimento de marketing aplicado as soluções de interface.
Sem esse conhecimento, temos soluções maravilhosas do ponto de vista teórico, mas caras na aplicação e de gestão complicada, além de problemas no desenvolvimento do canal: Gerentes de projeto reclamando do escopo, clientes insatisfeitos com o prazo, chefes insatisfeitos com o custo e programadores reclamando da dificuldade de implementação.
A falta de conhecimento dos objetivos de negócio gera um problema sutil e difícil de ser detectado, a empresa pode criar uma solução que não atende aos objetivos do cliente, que paga por um site caro e gostoso de usar, mas sem nenhuma direção específica.
Então como fechamos esse abismo?! Levando aquela fórmula mágica e muito antiga para o design de interação (forma segue a função) e entendendo qual é a verdadeira função de negócio do canal a ser desenvolvido. Um bom designer deve pensar um projeto além da sua área de atuação, tem que entender e ponderar todos os objetivos de todos os envolvidos no desenvolvimento de um canal.
Além de todos os conceitos de usabilidade, arquitetura de informação e etc... O designer de interação deve entender a fundo como a empresa que o contratou ganha e gasta seu dinheiro. E principalmente qual é o impacto desse projeto dentro de sua estrutura geral, é só depois então começar a pensar na interação.
Entendendo de marketing, as etapas de levantamento de requisitos e design de interação se tornam parte do negócio no lugar de ser apenas uma etapa no desenvolvimento.
Pensar marketing no projeto é uma idéia antiga, mas hoje tem uma roupagem moderna e um nome gringo bem legal chamado Design Thinking.
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