O design e as três memórias

No design de interface trabalhamos o tempo todo com metáforas, o carrinho de compras a cesta de lixo, a cartinha do e-mail...Em quase todos os casos usamos a memória para explicar e ordenar a informação.

Para entender melhor como essa matéria prima essencial ao nosso trabalho funciona, segue uma pequena explanação sobre os tipos de memória relativas ao usuário:

Memória de coisas arbitrárias

Ela engloba conhecimentos e dados que não tem relação semântica entre si, servem de exemplo as senhas pessoais, teclas de atalho e datas de aniversário, esse tipo de memória era usada em larga escala na época dos programas de linha de código.

Memória de relações significativas

É a memória mais usada hoje em dia, ela assimila conhecimentos antigos auxiliando a compreensão de novos contextos, a forma de se baixar o som no computador por exemplo, ou o desenho do lápis quando desenhamos no PaintBrush.

Memória por entendimento

Essa é a memória mais poderosa e está diretamente ligada a inteligência, quando conseguimos compreender profundamente o funcionamento de determinado sistema, esse conhecimento nos permite assimilar outros sistemas, temos como exemplo as pessoas que já falam várias línguas e acabam tendo mais facilidade para aprender outras, ou então um usuário avançado em Photoshop, que mesmo sem nunca ter aberto o Fireworks terá mais facilidade de usa-lo que um iniciante.

O conjunto dessas três memórias forma o “conhecimento de Mundo” do usuário, e como na ergonomia, devemos usar esses dados para adaptar o sistema ao maior número de usuários, utilizando o máximo das três memórias para diminuir a curva de aprendizado e conseguir a imersão na navegação.

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