Minha namorada estava procurando alguns “freelas”, quando escutou um conselho muito útil de sua professora.
“Freela” está fora de moda Ana...O termo usado agora é “Job”...
O conselho foi tão inteligente e pertinente que minha namorada não conseguiu nem “freelas” nem “jobs”, mas graças ao esforço pessoal e a conselhos mais valiosos ela conseguiu um estágio...
O ambiente acadêmico não prepara o aluno psicologicamente para a vida profissional, em freelas, jobs ou estágios uma postura ética e madura é muito mais importante do que estar ligado em nomenclaturas ou modismos.
Segue uma lista de conselhos para evitar gafes que praticamente todos os estagiários cometem na nossa área:
Você não tem moral pra isso, forma profissional não é aquela que os professores ensinaram na faculdade, no mercado existem puxa-sacos, processos diferentes e realidades distintas.
Profissionalismo está muito além do que aparece no código ou layout, qualquer pessoa com um pouco mais de tempo no mercado sabe que existem interesses financeiros e comerciais ligados ao desenvolvimento de um site.
Dentro dos limites não tem nada de mais, é a oportunidade de se mostrar prestativo e responsável e adquirir a confiança dos seus superiores.
É normal querer mostrar serviço, seu chefe pergunta quanto tempo demora para recortar uma imagem e ele diz que finaliza em uma hora, mas acaba demorando três, o ideal seria dizer que em 4 entregaria e demorar apenas três...
Dando o prazo real para as tarefas realmente se consegue confiança dos superiores.
Se para recortar uma imagem o estagiário não consegue cumprir prazo, imagina para desenvolver um layout inteiro, a empresa não aposta nos funcionários, ela delega funções, você só vai conseguir responsabilidades maiores quando executar muito bem as menores.
“Pega no SVN o wireframe que tá no Axure e modifica o layout que no ar conforme especificado lá...” Não entendeu nada? Você está estagiando pra aprender, mostrar que não sabe é melhor do que se mostrar irresponsável ou incompetente.
As vezes quem fez aquele layout ruim foi o seu chefe, e o motivo não foi incompetência, mas sim falta de tempo...
Não adianta torcer o nariz, o termo “logomarca’ é muito usado, e muita gente boa e competente usa...
Se no seu escritório as pessoas se referem ao logotipo dessa forma, nade junto a maré e um dia, quando for chefe, tente mudar essa postura.
Para cada oferta de estágio na empresa onde trabalho, chegam em média 200 currículos e 80% deles não tem nem o básico para fazer a prova, dos 20% que sobram, às vezes nenhum é contratado, e ainda quem é contratado muitas vezes não corresponde às expectativas.
O conselho que posso dar é o seguinte, esteja realmente preparado para a vaga, aceite de bom grado as funções que tem que desempenhar e não seja orgulhoso.
Esqueça modismos burros e preconceituosos, preste atenção no mercado e no que ele quer, tenha humildade pra escutar e pra saber que tem sempre a aprender, observe tendências não modismos...
Talvez assim com muita sorte você consiga freelas, jobs, empregos, estágios ou então apenas levantar um trocado no fim do mês.
*Eu cometi essa gafe gravíssima, falei que o layout parecia um pote de requeijão, o layout em questão foi desenvolvido pela minha chefe.
Comentários
... job pode ser confundido
... job pode ser confundido com emprego e aí vc perde chances por nomeclatura. Use o termo freela, pois identifica apropriadamente oq vc quer. Especialmente lá fora.
"Jobs" é para um trabalho DENTRO de uma agência, em geral.
Dicas de extrema
Dicas de extrema valia!
Destaque interessante para a que fala do prazo, muita gente prefere dizer um prazo curto pensando que está mostrando serviço. Passa-se o prazo e ainda está lá trabalhando, aí o que acontece é justamente o contrário, se mostra sem eficiência, sem palavra!
É sempre comum entre nós, que estamos começando a trajetar a vida profissional, torcer o nariz por algo ou então achar que pensamos melhor. É importante dar ouvidos aos outros e principalmente, entender o lado de todos. É importante vermos que estamos subindo, enquanto muitos estão lá em cima e precisamos respeitá-los.
Se for indagar algo, que tenha os melhores argumentos.
Se for falar mal, pense 2, 3, 5 vezes antes, reformule a frase, amenize a situação e esteja bem certo do que está fazendo.
Enfim, uma análise constante do seu próprio nariz.
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