Pensando a carreira do designer

“Os antigos artistas eram plebeus que viviam como burgueses, mas odiavam a burguesia...” este conceito foi exposto para explicar a vida do artista na história da arte e ainda faz sentido atualmente.

O questionamento que o artista faz do seu meio social sempre gerou grandes obras de arte, e o fato de ser patrocinado por esse mesmo meio também matou grandes trabalhos que poderiam ser relíquias hoje em dia.

A arte se livrou desse paradoxo, mas como ficou a vida de quem trabalha com criação? O que mais vejo em listas de discussão, são designers frustrados por causa dos seus clientes ou seus patrões.

Não adianta dizer que quanto mais se estuda, mais fácil fica aprovar um layout, isso em parte é verdade, mas por outro lado quanto mais se estuda mais alto fica o próprio nível de exigência e o velho problema designer X cliente volta a existir.

Crescer na carreira depende do equilíbrio dessas duas forças, se o designer sempre baixar o nível dos seus layouts em função do prazo, ou de especificações absurdas, nunca terá um portfolio com peso, e provavelmente ficará insatisfeito.

Existem dois tipos de designers, aqueles que têm empregos fixos e pegam trabalhos como free-lance e aqueles que trabalham somente como free-lancers chegando a ponto de montar sua própria empresa, em ambos os casos a tenebrosa fase de aprovação do layout existe e sempre limita o potencial criativo do designer.

Eu acredito em uma terceira classe de designers, mais próxima dos artistas contemporâneos, que aprova layouts com clientes, mas também cria projetos apenas para expor (quem quiser que compre a idéia).

Transformar a criação de projetos independentes em uma rotina é fundamental para alavancar a carreira, todo o profissional de criação que assume essa postura tem um bom nome no mercado, pode escolher que projetos fazer e como fazer...

Basta ver o caso do Niemeyer, imagina se um engenheiro comum chega com a idéia de fazer um disco voador na orla de Niterói, essa idéia seria aceita?

Mas como foi o Niemeyer...

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